A mão esquerda de Deus e a saga de Thomas Cale

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Há alguns anos atrás, quando eu era uma viciada ~frenética~ em sorteios pela internet, ganhei do blog PsychoBooks um kit com os dois primeiros livros da trilogia: “A Mão Esquerda de Deus” e “As Últimas Quatro Coisas”. Comecei a ler o primeiro, e, depois de pegar o embalo, a leitura fluiu rapidamente. Gostei tanto que jurei ler o segundo somente quando o terceiro livro saísse… porque já viu, né… Vai que o final fosse tão surpreendente e eu morresse de ansiedade sem nem ao menos existir previsão da data de lançamento do último?!

E aconteceu que ano passado, em setembro (?), me deparo com “O Bater de Suas Asas” nas livrarias. Já em novembro, acabei ganhando o livro no aniversário de namoro <3 é realmente muito amor Fui lendo, lendo, lendo e acabei já emendando com o último da trilogia – já sabem né?!

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Agora, que já tenho uma visão completa da história, vim falar um pouquinho do que eu achei.

Pra não ter tanto suspense assim: TRILOGIA ALTAMENTE RECOMENDADA!

O autor, Paul Hoffman, é descrito pelo Skoob como “um jornalista e biógrafo cujo trabalho explora a relação entre a genialidade, a loucura, obsessão, e criatividade“. Nada mal, hein? E genialidade, loucura, obsessão e criatividade são características que definitivamente podem ser vistas na história de Thomas Cale.

O personagem principal cresceu no Santuário dos Redentores, um lugar onde muitos meninos novos eram levados para receberem uma educação religiosa extremamente rígida e voltada para o treinamento militar, para que os garotos pudessem estar preparados física e psicologicamente para a grande guerra que um dia aconteceria entre o bem e o mal. Lá eles eram castigados quando faziam a coisa errada; castigados quando faziam a coisa certa; e castigados quando não faziam nada. Certa vez, Thomas presenciou um ato terrível praticado por um dos Redentores, que o deixou tão perturbado que acabou o matando. Depois disso, o desespero em sair daquele lugar fez com que o menino, junto com outros dois colegas, Kleist e Henri Embromador, descobrissem um caminho que os tiraria de lá.

Fora dos muros sufocantes do Santuário, eles descobrem um mundo de coisas novas, conquistando amigos, amores, aliados e também inimigos; fora os Redentores que ao perceberem a fuga, já estavam em seus encalços. Muitas coisas acontecem lá, mas é com aperto no coração que digo que Thomas Cale é mais do que um simples acólito (aqueles que são levados desde cedo para receberem o treinamento dos Redentores). Ele volta ao Santuário como uma outra pessoa, e com um novo propósito. Mas talvez suas intenções ao voltar não sejam tão explícitas assim…

E aí, prepare-se para uma penca de batalhas, mortes, descrições violentas e bastante estrategistas. A trama vai se desenrolando e acredite, muitas, mas muitas coisas acontecem, são várias reviravoltas e momentos de tensão ao ler os três livros.

Thomas Cale é um garoto de 14 ou 15 anos (ele simplesmente não sabe, já que foi levado ao Santuário muito novo) que foi educado para a guerra. Como seus amigos dizem, onde ele vai, um funeral vai atrás. Mas, além dessa pele dura e marcada pelo sofrimento, é possível ver o Thomas adolescente, ingênuo para as “coisas do mundo” e uma pessoa que, apesar de tudo, também sente, mas as suas demonstrações são das mais confusas.

A trajetória do personagem segue uma evolução perceptível, desde os primeiros capítulos, em que ele era apenas mais um dentro do Santuário, até os finais, sendo considerado “A mão esquerda de Deus”, um garoto que é motivado pela raiva e pela vingança, pois sofreu muito e acabou sendo traído da pior forma.

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Não queria escrever demais, só que percebi que o post já tá bem grande! haha Mas acho que deu pra ter um gostinho (:

Eu gostei bastante dos três livros, confesso que, por não ter dado espaço entre o segundo e o terceiro, não tenho uma clara distinção entre o fim de um e o começo de outro, por isso também resolvi escrever sobre a trilogia toda…

A história é bem envolvente, tem-se aí os 3 típicos personagens: o principal, que é o herói; um amigo que é mais rabugento (hehe) no qual você se afeiçoa, mas ainda fica com um pé atrás; e o mais carismático de todos, o que fala com mais sensatez e coloca os outros dois com os pés no chão.

Um único porém eu tenho à narrativa: talvez porque eu estivesse numa correria durante a leitura e passasse a maior parte do dia cansada, mas algumas cenas das batalhas tinham descrições realmente descritivas! Acabou me cansando um pouquinho mais… mas beeem longe de me desmotivar a parar a leitura.

Eu vou parar agora, porque essa trilogia é tão legal e eu posso querer parar só quando lançarem um filme baseado nela. E como não há nem sinais disso,… espero que tenham gostado da resenha, e até a próxima ^^

Beijos!

 

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9 comentários sobre “A mão esquerda de Deus e a saga de Thomas Cale

  1. pois é, de nada! aahuahuaa
    otima resenha, divulgue-a!
    apesar de não ter o costume de ler, admiro quem tenha tal paciencia e gosto quando você fica empolgada com algo como essa história.
    pela resenha achei bacana, tomara que saiam filmes!
    beijos

  2. Gostei muito da tua resenha, moça!
    Não tinha ouvido falar dessa trilogia ainda, mas fiquei curiosa. Vou procurar saber mais!
    Me lembrou Guerra dos Tronos pela quantidade de mortes e fugas e batalhas. Mas talvez seja até melhor, porque envolve religião, abusos psicológicos e essas coisas que me deixam fascinada. *problemática* hahahaha

    Um beijo, moça!

  3. Eu já li os dois primeiros e amei (: E como você mesmo falou, as cenas são bem descritivas mesmos, o que me deixava meio que arrastando a leitura. Mas fora isso, eu amo a história e até o próprio Cale.

    Bjs,
    Carinho das Palavras

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