“Um dia” e uma bela história

Faz algum tempinho que eu havia comprado o livro “Um dia“, mas só recentemente fui lê-lo. Ainda estou com uma pilha de livros pra tirar o atraso nas leituras, mas depois que meu pai viu o filme e disse ter gostado bastante, decidi que ele seria o próximo.

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E assim comecei. O primeiro capítulo prometeu ser uma boa história, mas confesso que estava preparada para algo mais melosinho, mais “Nicholas Sparks”. Acontece que no decorrer da leitura, os personagens foram me cansando um pouco,… sabe quando você até simpatiza, mas na realidade não gosta de nenhum deles? Primeiro Emma, que consegue demonstrar de todas as formas possíveis que não é capaz disso, não é merecedora daquilo, não é bonita, do tipo que até faz parecer que só quer chamar a atenção para que os outros digam o contrário. E então Dexter, o oposto: não sabe o que quer da vida, acha que pode tudo, vê a vida como algo que deve ser aproveitado até o último com festas, drogas, mulheres e bebidas.

E assim, o tempo vai passando. Durante vinte anos, é relatado sempre o dia 15 de julho, mostrando onde os protagonistas estão ano após ano. Como tudo na vida, as coisas evoluem, e é aí que o negócio fica interessante e começa a prender a atenção. Desde o primeiro ano relatado, o dia seguinte à formatura de Emma e Dexter, é possível notar o quanto eles acabam amadurecendo e mudando. O caso de “one night stand” dos dois que acabou virando uma amizade meio forçada no início, deu espaço a uma incrível dependência entre duas pessoas. Dexter, visivelmente mais distante ao relacionamento, em vários momentos se pega desejando que Emma estivesse com ele, pois era ela de quem ele precisava, era a presença dela que realmente o acalmava. Enquanto Emma, seguindo sua vida tranquilamente, frustrada com o primeiro emprego, depois morando junto com alguém que não amava, percebia a cada vez mais que “Dex e Em, Em e Dex” não fazia mais sentido, era muito difícil ser amiga de Dexter e os dois já seguiam caminhos diferentes… mesmo ela ainda reconhecendo que sempre fora apaixonada por ele.

E essa é mais ou menos a primeira metade do livro. Mas como eu falei, a vida sempre nos surpreende, e essa história me surpreendeu bastante. A vida dos dois dá uma reviravolta, e novas responsabilidades, sucessos, fracassos acabam fazendo parte de tudo isso. E aí já era, você não consegue mais parar de ler se perguntar: “mas quando que raios eles vão ficar juntos?”

E eu deixo a pergunta no ar, só pra dar um gostinho e deixar vocês com vontade de ler.

Depois que eu entrei de fato na leitura, achei ela fantástica. Por trás da aparência romântica do livro está uma grande história de evolução e mudanças pessoais, que fazem a gente perceber que a vida não é fácil pra ninguém, mas altos e baixos simplesmente fazem parte. A trama não conta com personagens perfeitos, mas com personagens totalmente possíveis, reais.

E ansiosa do jeito que sou, no mesmo dia que terminei o livro, já fui correndo no Netflix pra assistir ao filme! Então, pra dar mais um gostinho, vou terminar o post com o trailer.

abrindo um parênteses: acredito que o filme não consiga muito atingir emocionalmente aqueles que ainda não leram o livro… então o conselho é ver o trailer, se inspirar pro livro e só depois ver o filme (:

PS: quase achei que o idioma do filme tava errado quando a Anne Hathaway abriu a boca e saiu esse sotaque britânico!

PPS: ainda não achei um filme com o Jim Sturgess em que eu não ache ele uma gracinha *-* haha

 

 

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9 comentários sobre ““Um dia” e uma bela história

  1. *polêmica* Eu tenho que confessar que não gostei desse filme. Não mesmo.
    Ele me irritou tanto quando terminei de assistir! Daí lembro que comentei isso com uma amiga minha que amou o filme (e ela já havia lido o livro), e ela defendeu o filme/livro veementemente, e disse que a história era bonita, ver o amadurecimento dos dois… E eu prometi que leria o livro pra ter uma opinião mais sólida. Ótimo lembrete! :D
    De fato, dá pra ver esse amadurecimento no filme e as cenas são lindas. MAS. (…)
    Vou ler o livro logo!

    Beijo, moça!

    (E sim, o Jim Sturgess é uma gracinha. Não tem como, gente, não tem como ♥)

    1. Pois é… até metade do livro eu também tava meio irritada com a história e os personagens, mas como ouvi tão bem do livro, resolvi continuar… e valeu!
      Mas eu que concordo com você, me parece que o filme foi feito pra ilustrar o livro mesmo, não exatamente pra passar a história… Ele é apresentado de uma forma meio desconexa, né?! Fica mais interessante pra quem já leu.

      Beijos! *:

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