O Espadachim de carvão – uma nova série nacional de fantasia

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“Filho de um dos quatro deuses de Kurgala, Adapak vive com o pai em sua ilha sagrada, afastada e adorada pelas diferentes espécies do mundo. Lá, o jovem de pele absolutamente negra e olhos brancos cresceu com todo o conhecimento divino a seu dispor, mas consciente de que nunca poderia deixar sua morada. Ao completar dezenove anos, no entanto, isso muda. Testemunhando a ilha ser invadida por um misterioso grupo de assassinos, Adapak se vê forçado a fugir pela vida e se expor aos olhos do mundo pela primeira vez, aplicando seus conhecimentos e uma exótica técnica de combate na busca pela identidade daqueles que desejam a morte dos Deuses de Kurgala.”

O Espadachim de Carvão – Affonso Solano

O livro, lançado em 2013, é o primeiro de uma série escrita por Affonso Solano, que já é uma figura conhecida nas mídias: ele é ilustrador, colunista do Tech Tudo e co-criador do site Matando Robôs Gigantes.

Sua estréia, “O espadachim de carvão”, conta a história de Adapak, um jovem de 19 ciclos de idade, que tem sua vida simplesmente virada de cabeça para baixo, quando um grupo de assassinos invade sua casa, mata seu pai (que é um dos Quatro Deuses de Kurgala), e nada disso parece ter alguma explicação.

Como já deu pra perceber, Solano cria uma mitologia completamente diferente da que estamos acostumados, um universo novo, com uma história distinta, e com (muitos) seres de nomes e características variadas.

Não longe da maioria dos livros, o começo é um pouco maçante, mesmo tendo como ponto de início uma cena de luta. Aos poucos, a narrativa caminha de uma forma interessante, que me fez ficar mais e mais curiosa sobre o que viria a seguir, principalmente pelo fato de que existe uma alternância nos capítulos, entre o tempo presente e flashbacks. Dessa forma, você acompanha o que está acontecendo com o personagem agora, e o que o levou a chegar até ali e a ser quem ele é.

Adapak, em seus primeiros ciclos de idade foi criado por Barutir e depois levado à casa de um dos Quatro Deuses, para, pelo que parece, continuar sua educação. Lá ele aprende sobre praticamente tudo o que existe no mundo, mas através de livros e dos arcos, uma espécie de artefato que incute o conhecimento dentro dele (queria um desses…). Ou seja, na teoria, ele sabe. Na prática… não muito! Isso é provado quando ele se vê obrigado a sair de casa e enfrentar o mundo sozinho, contando apenas com os Círculos (um tipo de técnica espadachim extremamente eficiente) para de defender dos assassinos que mataram seu pai e agora estão atrás dele.

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“O Espadachim de Carvão” é um livro introdutório a esse novo universo criado pelo autor. Já no começo você se depara com muitas espécies de seres, e, a partir de determinada parte, eu simplesmente não fazia mais questão de tentar me lembrar que ser era aquele e o que havia sido dito sobre sua espécie anteriormente. Não parece haver uma história por trás de cada um deles, nem um espaço específico onde eles são encontrados, uma cidade só de guandirianos, por exemplo, ou se eles são seres confiáveis ou não. Tipo, Orcs, todo mundo sabe que você não pode confiar em Orcs.

Isso acabou me deixando um pouco confusa durante a narrativa, chegando até a pensar “porque raios existe tanto tipo de gente assim?”. Conforme o desenrolar da história, e, as perguntas sendo reveladas, eu comecei a imaginar que realmente todas essas espécies têm uma razão de estarem lá. E aí, mais uma vez, eu quis saber sobre elas, suas características físicas, sua história, seus hábitos e a que ideal seguem, sei lá. Mas, nesse livro pelo menos, não há uma explicação satisfatória em relação à isso.

No geral, eu gostei muito de ler. A partir de certo ponto, eu estava tão grudada na história que quase não conseguia parar. Fazia tempo que eu não terminava um livro tão rápido, considerando que estou começando a escrever meu TCC também! (: A arte dele também chama a atenção. A parte de dentro da capa e da contracapa são inteiramente pretas, imitando carvão! Bem genial (; A diagramação ajuda na leitura, é bem espaçado, parece não ficar uma coisa pesada de se ler, e cada capítulo conta com uma ilustração de abertura diferente e uma citação de algum livro do mundo de Kurgula.

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Mais um que eu recomendo (:

E vocês, já tinham ouvido falar do livro? Ficaram com vontade de ler?

Beijos! *:

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6 comentários sobre “O Espadachim de carvão – uma nova série nacional de fantasia

  1. e que venha os próximos! pelo que sei o autor já está trabalhando nas sequencias…
    se eu tivesse o costume de ler, esse seria o tipo de história que eu gostaria de seguir, mas como minha mídia preferida é o videogame – e este já tom mil e um universos riquíssimos em histórias/narrativas, acho que eu to bem servido xP

    beijos!

  2. Confesso que estou doida pra ler esse livro desde que eu o vi na estante da Saraiva. Fiquei sabendo que era um autor nacional e fiquei mais animada ainda! Não tive a oportunidade de ler (nem de comprar) ainda devido a minha coleção de livros que parece não acabar nunca. Bom saber que não foi a minha primeira impressão que me deixou com vontade de ler. Pelo seu post, parece ser bom mesmo (e bem do estilo que eu gosto *-*). Com certeza, vai pra minha lista de desejados xD

    Um abraço
    http://contosereconto.wordpress.com/

    1. Sei bem como é essa “coleção de livros”! haha
      Que bom que se interessou, não conhecia ninguém que soubesse de livro (além do meu namorado, que me indicou), às vezes acho que autores nacionais não têm a devida atenção…
      Mas quando conseguir ler, vem contar o que achou xD

      1. Ultimamente tenho me interessado mais por autores nacionais (depois do Eduardo Spohr e do André Vianco, estamos indo pro caminho certo kk).
        Pode deixar que assim que eu ler (vai demorar T.T) eu falo o que achei ^^

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