A Teoria de Tudo, e aquilo que a ciência não explica

Mais um indicado ao Oscar assistido! Oba! Domingo passado foi a vez de “A Teoria de Tudo”, outra cinebiografia fantástica, sobre Stephen Hawking.

Stephen Hawking é o tipo de pessoa que dispensa apresentações, principalmente depois da sua participação no The Big Bang Theory, mas vamos lá: um dos mais conhecidos e renomados cientistas da atualidade, ele é físico teórico e cosmólogo, e, por mais que seu sotaque engane (hehe), ele é britânico. Suas principais contribuições se dão na área dos teoremas da singularidade (em relação ao espaço-tempo) e acerca dos buracos negros, sendo que as quatro leis da mecânica dos buracos negros são propostas por ele.

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O filme, então, é baseado no livro de sua ex mulher, Jane, que conta uma linda história sobre a vida deles, englobando a parte anterior à descoberta de sua doença, a esclerose lateral amiotrófica, que não tem cura e compromete os músculos do corpo, mas não oferece risco a cognição.

Apesar de esperar que a obra contasse mais sobre a vida acadêmica dele, não me decepcionei ao perceber que o foco seria na caminhada de Stephen e Jane durante todo o desenvolvimento de sua doença, que por sinal, tinha um prognóstico de apenas dois anos de vida. E contra todas as estatísticas, muitas décadas de descobertas científicas (e descobertas emocionais também!), estavam reservadas pra ele. Com o apoio de sua mulher e otimismo de seus amigos, um sentimento de inesgotável esperança fez parte de seus dias, possibilitando a ele concluir seu PhD, casar, ter filhos, dar palestras e servir de inspiração pra muita gente.

A Teoria de Tudo, é, principalmente, uma história de dedicação e de amor. Um amor pela vida e por quem caminha ao seu lado.

Jane e Stephen se apaixonaram, se amaram e encontraram uma forma de construir uma vida um tanto quanto peculiar juntos, com altos e baixos. Atualmente, eles estão separados, mas continuam amigos. O casamento deles nunca foi um casamento qualquer, e portanto, deixou marcas únicas nas vidas de cada um. Esse companheirismo mostrado no filme não é comum, me encantou de uma maneira especial e ciência nenhuma explica.

E o que será que Stephen achou disso tudo? Na sua página do facebook (que é atualizada tanto por sua equipe quanto por ele próprio), tem algumas postagens sobre o filme e fotos com os atores. A que me chamou mais a atenção foi essa aqui, escrita por ele:

“Eu achei que Eddie Redmayne me representou muito bem em A Teoria de Tudo. Ele passou um tempo com os que sofrem de ALS [Amyotrophic lateral sclerosis – Esclerose amiotrófica lateral] então ele pôde ser autêntico. Às vezes, achava que ele era eu.

Ver o filme me deu a oportunidade de refletir sobre minha vida. Mesmo que eu esteja severamente deficiente, fui bem sucedido em meu trabalho científico. Eu viajei pelo mundo e estive na Antártica e na Ilha de Páscoa, em baixo em um submarino e em cima num voo de gravidade zero. Um dia eu espero ir ao espaço.

Tem sido um privilégio ter alguma compreensão sobre como o universo funciona através do meu trabalho. Mas seria um universo vazio, de fato, sem as pessoas que eu amo”

SH

Chorável, hein?! Eu já conhecia ele (afinal, quem nunca ouviu falar, né?!) e cheguei a começar a ler um de seus livros. Sabia que ele tinha senso de humor, contrariando um pouco os estereótipos de físicos teóricos… mas nunca havia pensado em sua vida. No desenvolvimento da doença, quem ele era antes, e muito menos como foi seu casamento com Jane. Ver o filme me fez ver também o lado humano de Stephen Hawking, retomar a leitura de “Uma Breve História do Tempo” e começar o livro escrito por sua ex mulher.

Além de passar a admirá-lo ainda mais.

E pra quem tem não se importa em ler em inglês, recomendo o texto do History Vs. Hollywood, sobre o filme.

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