Para onde vamos hoje, Miss Norma?

Tem vontade de viajar, mas acha que não tem tempo, dinheiro ou disposição pra isso? Acho que até o final do post você pode mudar de ideia…

Norma é uma senhora de mais de 90 anos, que foi diagnosticada com câncer. Após a morte de seu marido, quando descobriu sobre sua doença, enfrentaria um longo período rotineiro de cirurgias, quimio e diversos outros cuidados, sugeridos por seu médico.

E sua resposta simplesmente foi “Eu tenho 90 anos, eu vou é pegar a estrada!”. E assim, junto com o filho e a nora, que depois de se acostumarem com a ideia, deram todo o apoio, ela viaja pelos Estados Unidos.

E o resultado dessa decisão podemos ver estampado em seu rosto:

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Primanti Bros, em Pittsburgh.

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Cataratas do Niágara.

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Mammoth Hot Springs-Yellowstone National Park, Wyoming.

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Detroit Riverfront.

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Thunder Bay National Marine Sanctuary.

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Esqueci de falar que o Ringo, seu companheiro canino, sempre vai junto também.

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Camden, Maine.

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Trail Ridge Road.

“Se você pode sonhar, você pode fazer” (Walt Disney)

Essa frase nunca fez tanto sentido, hein?!

A vida é uma só, então qual o motivo de ficar postergando algo que queremos tanto, apenas por acharmos que não vai dar certo? Viajar traz um conhecimento único, e pra quem sonha com isso, (se planejar e) sair por aí é a única resposta.

Mas, enquanto ficamos um pouquinho por aqui, podemos acompanhar as viagens de Miss Norma na página Driving Miss Norma.

Espero que tenham gostado e se encantem com ela, e com a ideia de viajar, tanto quanto eu (: Assinatura

Assisti: “O Jogo da Imitação”

Sendo um dos indicados ao Oscar desse ano, “O Jogo da Imitação” não deixa a desejar. Assisti no sábado e é aquele tipo de filme que te deixa pensando nas questões abordadas mesmo muito tempo depois da tela do cinema ter se apagado.

Com uma personalidade estilo Sheldon um tanto quanto excêntrica, Alan Turing é um matemático e criptoanalista de 27 anos que faz parte de uma equipe montada pelo governo britânico com o intuito de quebrar o “inquebrável” Enigma, código utilizado pela Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial.

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Tem uma história baseada no livro: “Alan Turing: The Enigma” (de Andrew Hodges), que conta sobre o homem que é considerado o pai da computação moderna. Mas além da face profissional, também pode-se conhecer o lado pessoal de Turing, repleto de desafios e segredos.

Uma mente brilhante, mas que está emocionalmente estagnada no período de sua adolescência, que parece ver nesse projeto uma possibilidade de vivenciar sentimentos passados. Isso tudo sob uma personalidade explícita lógica e calculista; que, justamente por essas características, acabou salvando milhares de vidas durante a Grande Guerra.

Outros aspectos apresentados durante o filme também são importantes ao pensar na história: o período que naturalmente já causava uma pressão e estresse a todos; a incredulidade de seu superior frente a criação da máquina por ele idealizada; a lenta conquista da confiança e compreensão da sua equipe; uma mulher – essencial na equipe também – trabalhando num setor administrativo, que era mais aceito socialmente do que estar somente entre homens num trabalho extremamente intelectual; e, por último, mas não menos importante, a homossexualidade do personagem, numa época em que essa possibilidade era ilegal, fazendo com que ele fosse condenado a passar pela castração química.

Considero que a arte é tão multifacetada que cada pessoa que é “atingida” por ela passa por sentimentos e tem interpretações diferentes frente à uma mesma coisa.

Dessa forma, depois de ter visto o filme, o que mais despertou em mim foi o pensamento: como as pessoas conseguem ser tão intolerantes a ponto de dispensar tudo aquilo que um ser humano é, em detrimento de um único aspecto que elas consideram negativo?

Toda a questão envolvida durante a Segunda Guerra Mundial torna isso muito evidente, e o filme transmite esse pensamento também em relação a Alan Turing, que foi o maior responsável por encurtar a guerra, poupando tantas vidas. Anos após a derrota alemã, ele é pego por “obscenidade”, e então, por determinação jurídica, sujeito a um dos tratamentos mais desumanos que existem.

Há algumas contradições ao comparar a realidade e a obra cinematográfica. Sua biografia realmente sofreu uma adaptação de forma a ficar mais atraente para o público, mas acredito que isso foi bom para a compreensão da construção do personagem do “Jogo da Imitação” (não do Alan Turing verdadeiro, até porque não sabia de nada sobre ele antes de ver o filme). Independente disso, a obra não perde a genialidade ao retratar uma história que ficou por décadas escondida.

Vejam o trailer pra ter uma ideia melhor (:

Alguém já assistiu e ficou com a mesma impressão que eu?

Beijos!Assinatura

 

 

 

“A garota que tinha medo”, uma história que poderia ser a sua

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Há um tempinho atrás, fui contactada pelo Breno Melo, autor do livro “A garota que tinha medo“, pois tinha a ideia de me mandar sua obra como cortesia. Ainda não tinha ouvido falar dela, mas ao me passar a página da Chiado Editora, com a sinopse, já percebi que iria gostar muito de ler aquela história.

E não teve erro! Assim que recebi, comecei a leitura no mesmo dia e fui até a metade do livro, quase sem levantar do meu cantinho nenhuma vez. (Aí, eu levei um tapa na cara da minha consciência, já que tenho concurso daqui uma semana e tinha dado uma pausa meio longa demais nos estudos…)

“Marina é uma jovem que faz tratamento para a Síndrome do Pânico. Às voltas com o ingresso na universidade, um novo romance e novas experiências, Marina tem seu primeiro ataque de pânico. Sua vida vira de cabeça para baixo no momento mais inapropriado possível, e então, psiquiatras e psicólogos entram em cena. Acompanhamos suas idas ao psiquiatra e ao psicólogo, o tratamento farmacológico e a psicoterapia. Ao mesmo tempo, conhecemos detalhes de sua vida amorosa e sexual, universitária e profissional, social e familiar na medida em que elas são marcadas pela síndrome. Um tema atual. Uma excelente obra tanto para conhecimento do quadro clínico como entretenimento, narrada com maestria e de uma sensibilidade notável”

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Marina começa sua narrativa da forma mais simples: se apresentando. E então, começa a contar sua história… Mora com os pais e o irmão, e, sempre pressionada pela mãe, estuda até não poder mais. Conhece Júlio pela internet e depois de um tempo, engatam num namoro. Passa na universidade e relata sua vida acadêmica – e às vezes, nem tão acadêmica assim: trote, festas, “cantadas” de veteranos, drogas,…

Ela conta também que mantém um blog literário, gosta de tirar fotos, e diz às vezes enxergar aquilo que ninguém vê.

O caso é que ela nunca se enxergou como uma pessoa normal. “Queria ser como os outros seres humanos, mas o fato é que eu não era. Sempre fui estranha, e um dia isso ficou claro como a água. Primeiro minha personalidade e depois a síndrome do pânico cavaram um abismo entre mim e as pessoas que eu conhecia. Deixei de me identificar com elas e suspeito que elas também tenham deixado de me ver como uma semelhante.”

O transtorno de ansiedade de Marina se manifestou nas piores situações, todas elas narradas com detalhes e muita sensibilidade. Sua história nos convida a adentrar o universo de uma pessoa que sofre com o Transtorno de Pânico, que, apesar de aparentemente distante do nosso, o grau de identificação com a personagem atenta para a realidade. E essa realidade é que, num mundo cheio de informações em que temos que correr contra o tempo, qualquer pessoa pode estar sujeita a desenvolver qualquer tipo de transtorno. E Marina é como eu, como você: uma garota “comum”, que frequenta as aulas na universidade, que acha seu irmão meio “besta”, que encontra refúgio em seu blog e nas redes sociais, que vai à igreja e procura se apoiar em Deus nos momentos de dificuldade. E que, subitamente, sem qualquer motivo explícito, pode ser tomada por uma sensação de medo arrebatadora, chegando ao ponto de ver como ameaça pessoas e lugares conhecidos.

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Eu gostei bastante da leitura, ela é de fácil compreensão e flui naturalmente. Chega até a ser confortável, pois, como já falei anteriormente, a identificação com a personagem Marina como uma garota que tem vontades, sonhos, hobbies e também ansiedades e medos, dá aquele ar de estar lendo uma carta que uma amiga lhe escreveu. Uma amiga verdadeira e de longa data, que por motivo que um afastamento qualquer, resolveu lhe mandar uma carta e contar como tem sido a vida durante os últimos anos.

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É fácil conhecer Marina. E interessantíssimo ouvir sobre sua condição, sobre o que ela passou, a negação inicial de que havia alguma coisa errada, mas aquele fundinho de consciência que dizia que nem tudo estava indo bem. Breno consegue explicitar o desenvolvimento de um transtorno de uma forma linda e respeitosa, colocando uma perspectiva totalmente diferente ao descrever um ataque de pânico, deixando perceptível o crescimento da frequência com que eles aconteciam até a personagem finalmente procurar profissionais para lhe ajudarem. E então, você vê que ela sofre um crescimento psicológico fantástico – com o auxílio do psiquiatra e da psicóloga – mas essencialmente, a partir do momento em que se deixou ser ajudada, ao se abrir para o autoconhecimento. Claro que por mais bonita que a narrativa seja, ela não deixa a desejar ao tratar das dificuldades – e que dificuldades! – enfrentadas por Marina no decorrer do livro. Realmente, essa obra veio no momento certo, visto que minha última resenha foi sobre O Holocausto Brasileiro (recomendo a leitura, principalmente pra quem tem interesse na área de Saúde Mental).

Quanto ao aspecto físico do livro, que é simples, tem uma diagramação básica, mas que ajuda para que a leitura seja fácil, sem interrupções. Foi usado um papel leve (o que, para mim, é perfeito, já que carrego meus livros pra tudo quanto é lugar). Outra coisa que me prendeu a atenção nele, e me fez começar a leitura com um sorriso no rosto, foi esse pequeno texto no início:

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A garota que tinha medo | Breno Melo | Chiado Editora | ISBN: 978-989-51-2331-5

Achei gracinha ^^

E vocês, o que acharam? Se interessaram tanto quanto eu?

“A garota que tinha medo” ainda não está nas livrarias brasileiras, mas já deu pra ter um gostinho, né?!

Beijos! *:

“O Holocausto Brasileiro” e a comodidade em virar as costas

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O que? O holocausto não aconteceu na Segunda Guerra? Bem longe do Brasil? Como assim “holocausto brasileiro”???

Não dá pra negar que 60 mil mortes componham um holocausto… Mas e se eu ainda te contar que todas essas mortes ocorreram dentro de um hospital, aqui mesmo no Brasil?

É isso que o livro reportagem da jornalista Daniela Arbex traz à tona: a verdade sobre um dos maiores hospitais do país, numa época em que praticamente qualquer um estava sujeito a ser internado: epilépticos, homossexuais, mulheres que haviam perdido a virgindade antes do casamento… E se não bastasse a internação confusa, os cuidados prestados eram mais duvidosos ainda.

A primeira vez que ouvi sobre esse livro foi durante uma das minhas aulas de Pós Graduação em Psicologia Jurídica, como recomendação de uma professora. Claro que logo quis ler, já que esse tema me prende facilmente a atenção. Acabei ganhando ele alguns meses depois, e, devido ao tcc, só iniciei a leitura há algumas semanas atrás.

Por ser graduada em Psicologia, ter feito estágio e projeto comunitário na área de saúde mental, eu tinha uma vaga ideia do que me reservava a leitura. Mas a descrição dos acontecimentos ocorridos no século XX, no Hospital Colônia, em Barbacena, me sensibilizou muito mais.

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“Alguns morriam de frio, fome e doença (…) Nos períodos de maior lotação, 16 pessoas morriam a cada dia. Ao morrer, davam lucro. Entre 1969 e 1980, 1853 corpos de pacientes do manicômio foram vendidos para 17 faculdades de medicina do país, sem que ninguém questionasse. Quando houve excesso de cadáveres e o mercado encolheu, os corpos foram decompostos em ácido, no pátio do Colônia, diante dos pacientes, para que as ossadas pudessem ser comercializadas. Nada se perdia, exceto a vida.”

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Daniela Arbex faz uma minuciosa pesquisa sobre o que acontecia realmente com os pacientes do hospital. De onde vinham, como chegavam até lá e qual era o tratamento realizado. Tratamento que, muitas vezes, era imposto até para quem não tinha sequer recebido um diagnóstico de doença mental, mas de uma forma ou de outra, representava um “incômodo” para a sociedade: alcoólatras, prostitutas, meninas grávidas que foram estupradas por seus patrões, esposas cujos maridos queriam viver com a amante, tímidos,…

Andar nu, tomar água do esgoto e dormir em “camas” de palha não chegam nem perto ao que de fato aconteceu com as pessoas que viveram lá. Descaso, hipocrisia e negligência tornam evidente que os verdadeiros loucos eram os que estavam soltos.

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Repleto de histórias verdadeiras, fotos e informações, o livro conta sobre um capítulo negro na história do Brasil, um capítulo que tem desdobramentos até hoje e que te faz refletir de uma forma única. “A autora traz à luz um genocídio cometido, sistematicamente, pelo Estado brasileiro, com a conivência de médicos, funcionários e também da população, pois nenhuma violação dos direitos humanos mais básicos se sustenta por tanto tempo sem a omissão da sociedade“.

Atualmente, vive-se num processo de adaptação em relação ao tema de saúde mental, principalmente após a Reforma Psiquiátrica, que, em resumo, propôs um modelo mais humano ao atendimento de tais pacientes. Mas percebe-se que ainda existe um certo tabu ao falar de transtornos mentais, hospitais psiquiátricos, terapia,… E indo mais a fundo disso tudo, com certeza ainda existe o costume de exterminar aquilo que é incômodo, independente de sua origem.

Por mais que não seja algo explícito, querer “esquecer” aquilo que não agrada ainda é tido como o ideal da sociedade. O aluno que questiona demais e não se enquadra no tipo de aula é expulso, o aumento da criminalidade é seguido pelo pedido de novas leis, o descontrole do uso de drogas é acompanhado por internações compulsórias,… Os exemplos são muitos.

Mas o esforço de se tentar entender o motivo do aluno não acompanhar a aula do modo esperado, encontrar o porquê da criminalidade se manter e os fatores que influenciam para que muitas pessoas comecem a usar drogas é muito grande, é muito cansativo. Pensar ainda que tudo isso faz parte de uma coisa só, de um mundo que é o mesmo, e, portanto, ninguém é independente e, principalmente, qualquer ação se desdobra em diversos outros níveis, atingindo diversas outras pessoas… Tudo isso dá muito trabalho.

Ninguém mais tem tempo pra tentar entender o que acontece no mundo. Só há o tempo de exigir que as coisas que incomodam desapareçam, e, de resto, cada um que cuide da sua própria vida.

Quer mais um choque de realidade? Só assistir o documentário, lembrando que ele foi filmado há menos de 40 anos atrás…

Ok. Eu sei que foi meio demais pra primeira resenha do ano. Então deixa eu contar que houveram pessoas que trabalharam no hospital ou que de alguma forma souberam do que acontecia lá e não viraram as costas. Elas contribuíram de forma inigualável para que hoje existissem casas terapêuticas para os pacientes que ainda vivem, proporcionaram encontros com familiares, e espremeram o que havia de esperança nesses sobreviventes, investindo na possibilidade de uma vida digna e feliz. E o livro não ia deixar escapar essa parte da história também. Vale muito a leitura (; E quem morar por perto e tiver interesse no tema, uma das construções do hospital (que ainda existe!) foi transformada em museu, a visita é uma boa pedida.

Beijo *:

 

Sobre estudar de manhã

Dia nascendo, sol raiando, todo mundo lindo e bem humorado, é hora de ir pra aula!

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Depois de uma troca de comentários com a Mih, que fez um post sobre Como é Fazer Faculdade A Noite, vim contar um pouco sobre a minha vida de estudante, que desde os 5 anos de idade sabe que acordar cedo não é tão divertido assim.

Como já falei, desde que eu entrei no colégio eu estudo de manhã, então, quando fui escolher o turno de Psicologia, nem passou pela minha cabeça estudar na turma da noite. Embora nunca tenha gostado de sair de casa cedo, o costume me fez ver que eu aproveitava melhor o dia dessa forma (sou procrastinadora oficial haha)

A turma – normalmente, as turmas diurnas são formadas por quem já emendou colégio/cursinho com faculdade, ou seja, a média de idade é mais baixa. Não posso dar certeza quanto a isso, mas pelo menos na minha sala, o pessoal era mais quieto, principalmente nas aulas antes do intervalo. Depois de comer alguma coisa e tomar aquele café, as aulas tendiam a ficar mais dinâmicas. Mas nada que interfira significativamente no aproveitamento das matérias.

Grade curricular – era a mesma nos dois turnos durante os semestres, porém, os professores podiam variar. Isso também se deve ao fato de que, em Psicologia, muitas vezes tínhamos matérias em que a turma era dividida. O turno da noite sempre tinha mais alunos que o da manhã, por isso, em algumas disciplinas eles contavam com mais professores. A carga horária da manhã era um pouquinho maior: 5 minutos a mais, sendo que a hora/aula era de 50 minutos.

Estágio e trabalho – durante o curso, tive 6 estágios obrigatórios (4 básicos e 2 profissionalizantes), os 4 primeiros eram no contraturno e os últimos 2 tinham horários variados. Para todos, tínhamos que fazer relatórios semanais, que não eram nada curtos e exigiam um tempo considerável, além das horas do estágio. A instituição disponibilizava declaração para quem tinha que trabalhar, aí um acordo com o empregador seria necessário. Mesmo assim, acredito que para eles, era meio corrido pra dar conta. Eu não trabalhei e nem fiz estágios não obrigatórios e às vezes já achava meio puxado, então…

Transporte – a faculdade inteira, meu pai me levava e eu voltava de ônibus; somente no último ano, que era exclusivo pros estágios profissionalizantes, eu dependia total do transporte público. A ida era mais complicada, por causa do trânsito que competia com início das aulas nos colégios e expediente de trabalhos. A volta, mesmo de ônibus, não era estressante; tinha bastante gente nos pontos e tal, mas a maioria era aluno, até fiz umas “amizades de ônibus” na época xD haha Os estacionamentos da faculdade, em horário de aula, estavam quase lotados, mas de manhã tinha mais vagas que à noite.

Porque eu prefiro de manhã? É a mesma lógica: quem veio primeiro, o ovo ou a galinha? haha Eu não sei se foi o fato de que, quando pequena, precisei estudar de manhã e por isso meu corpo se acostumou dessa forma ou se, naturalmente, eu funciono melhor pra ter aulas pela parte da manhã. Então, na realidade, eu acho que depende das necessidades de cada um. Eu sou uma pessoa que me enrolo consideravelmente pra começar as coisas, portanto, me forçar a acordar às 6h da manhã, ir pra aula, voltar e ter a tarde e a noite inteiras “livres” é o que melhor funciona pra mim.

Atualmente, faço pós graduação, e as aulas são quinzenais, nas sextas à noite e aos sábados, manhã e tarde. Acordar sexta feira e ter praticamente o dia todo pra (sem querer!) desenvolver uma preguiça de sair pra assistir aula é algo que me desmotiva, principalmente sabendo que vou chegar em casa tarde e não vou ter tempo de tomar banho e jantar tranquilamente (ok, eu adoro comer e faço das minhas refeições rituais em que é indispensável que eu tenha tempo para comer com calma…) A sorte é que eu escolhi a pós por querer saber mais sobre a minha área, então o interesse me mantém acordada e me fez ter apenas uma falta até agora xP

Enfim, o motivo do post foi mostrar um pouca das minhas percepções como estudante da manhã (: Não tive a intensão de ditar qual dos turnos é o melhor, até porque concluo que isso depende muito de cada um.

Espero que tenha conseguido dar uma visão mais geral de como é ^^

E não esqueçam de dar uma olhadinha no blog da Mih pra ter uma ideia de como são as aulas no período da noite, só clicar aqui.

Beijos! *: